nota Novas análises da Protest confirmam fraudes em azeite

A Protest fa nova rodada de testes de azeite, cujos resultados foram publicados esta semana. Entenda neste artigo o trabalho do Protest, os testes realizados e toda questão de fraudes no azeite

PROTEST 2-001

Protest

A Protest é uma empresa sem fins lucrativos com a função de proteger o consumidor. É mantida por contribuições de milhares de associados e  realiza análise de mercado de diversos produtos (azeite incluso) e serviços com o objetivo de proteger o consumidor. Não é uma agencia oficial de fiscalização de produtos ou serviços. Apenas avalia o mercado apontando falhas de produtos.

A questão da Qualidade do Azeite

O azeite tem que ser puro, sem mistura com outros óleos e possui três grandes categorias: O azeite extra virgem, de qualidade superior com baixa acides e sem defeitos. O azeite virgem que possui acides acima de 0,8% e o azeite refinado. Veja aqui mais sobre tipos de azeite

A categoria do produto deve ser mencionada no rótulo e os problemas encontrados no mercado são os azeites fora do tipo (rótulo que não condiz com o tipo do azeite) ou fraudes mesmo (óleos misturados).

A Avaliação da Protest

Foram coletadas pela Protest 20 marcas populares  de azeite extra virgem disponíveis em supermercados em todo o Brasil. Os produtos foram enviados para um laboratório de Portugal, credenciado pelo COI (Comitê Oleícola Internacional).

As 20 marcas analisas são: Pramesa, Figueira da Foz, Tradição e Quinta d’Aldeia, Qualitá, Beirão, Carrefour Discount, Filippo Berio, La Española, Carbonell, Serrata, Gallo, Borges, Cocinero, Cardeal, Olive, Taeq, andorinha, La Violetera e Semi renata Superiore.

Das 20 marcas, 4 apresentaram misturas de outros óleos o que é proibido para produtos classificados como azeite. Pramesa, Figueira da Foz, Tradição e Quinta d’Aldeia. São portanto uma fraude ao consumidor pois deveriam ser rotulados como óleos mistos. Estas 4 marcas já foram apontadas em outros testes e persistem na fraude.

Outras 4 marcas ( Qualitá, Beirão, Carrefour Discount e Filippo Berio), embora sem misturas apresentaram índices de acidez elevado  e por isso não poderiam ser rotulados como extra virgem.

Os demais produtos atenderam os requisitos químicos e gustativos de um azeite extra virgem.Veja abaixo tabela completa das análises.Veja aqui  a análise no site da Protest

O problema das Fraudes e como identificar

Além das 4 marcas apontadas há outras fraudes no mercado. Normalmente podem ser identificadas pelo preço muito baixo. Um litro de azeite custa no mercado a granel mundial  cerca de R$ 16,00. Portanto, é de suspeitar uma garrafa de 500 ml custar menos de 10,00.

Já os azeites fora de tipo, pode acontecer por má fé do produtor já no embalamento ou por motivos pós produção. Podem ser muitos velhos ou terem sido indevidamente estocados o que prejudicou sua qualidade. De qualquer maneira, não poderiam mais estar à venda omo extra virgens.

O consumidor sempre se questiona como pode se proteger dessas fraudes. A primeira recomendação é sempre fugir dos produtos excessivamente baratos. A segunda forma é a própria marca em sí. Compre de produtores confiáveis. Terceiro, olhe sempre a valide. Quarto, procure embalagens de vidro mais escuras ou latas, que protegem melhor o produto.

Quem deve fiscalizar o mercado de azeite

Como já citado, o Protest não é um órgão fiscalizador.  Essa função é do Ministério da Agricultura,  Pecuária e Abastecimento (MAPA) que deveria fazer essas análises rotineiras e punir as empresas com multas, recolhimento e proibição de comercialização. A Protest recomenda o recolhimento dos produtos, mas só o Ministério da Agricultura tem esse poder e faz isso após os seus próprios processos de fiscalização.

Além da Protest, qualquer pessoa pode fazer uma denúncia dos produtos, solicitando providências do MAPA, através do site da ouvidoria.

 

tabela

Editado por Jorge Coreiro Duarte
27/08/2016
Fonte: http://www.proteste.org.br/azeite
Denúncias: http://www.agricultura.gov.br/ouvidoria

 

 

 

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